terça-feira, 4 de outubro de 2011

A história do e-lixo: O que acontece com a tecnologia depois que é descartada (parte 1)



O novíssimo tablet/smartphone/GPU que você comprou semana passada é super fantástico. Mas o que acontece com ele – ou com qualquer outro dispositivo que você já adorou – quando você não precisa mais deles? Para onde eles vão? Há alguma maneira confiável, “ecológica” de descarta-los? E será que um gadget eletrônico a mais em um aterro realmente afeta muito o meio ambiente?


Como você verá nos parágrafos a seguir, existe um monte de coisas para não gostar da maneira que nós lidamos com nossos eletrônicos antigos e abandonados. Nós jogamos fora uma grande parte deles. Nós reciclamos uma parte, mas mesmo o maquinário por trás da reciclagem tem defeitos e nós estamos apenas começando a entender os perigos que vem dos materiais perigosos que estão dentro. As mudanças estão acontecendo, mas a evidência de um passado e presente apático, assim como o e-lixo, está acumulando.

O colapso: O que está dentro de seus eletrônicos

Vamos começar do básico olhando um dos mais onipresentes gadgets eletrônicos dos dias de hoje, o celular ou smartphone. Apesar de não haver evidências válidas que sugerem que o uso prolongado de celulares irá causar tumores no cérebro – apesar de todo o hype para falar o oposto – o celular está muito longe de ser ecológico. Na verdade, ele guarda um monte de coisas que você certamente não iria querer colocar na sua comida. Coisas como cobre, ouro, chumbo, níquel, antimônio, zinco, berílio, tântalo, arsênico, mercúrio e columbita-tantalita (falaremos mais sobre esse último daqui a pouco), entre outros.
Enquanto a maioria desses materiais fazem parte do item acabado, outros exercem uma função crucial no processo de produção e permanecem a bordo depois. Alguns são encontrados nas placas de circuito, outros na tela. Ou na bateria. Ou nos fios ou nas soldas que passam por todos os citados. E não vamos esquecer-nos da cola que mantém grande parte das entranhas juntas. Ou a embalagem, que em vários casos é a pura definição de excesso. Ou a carcaça de plástico, que contém petróleo bruto, gás natural e outros produtos químicos.
Imagem cortesia de Chris Jordan

Também geralmente nada ecológicos são os métodos para adquirir alguns dos “ingredientes”. Columbita-tantalita, por exemplo, um elemento essencial na produção de capacitores para celulares, é atualmente o assunto de muitas controvérsias. A maior parte da columbita-tantalita é minerada na República Democrática do Congo, onde organizações dos direitos humanos alegam que pessoas que os mineram vivem e trabalham e condições deploráveis, sobrevivendo com menos de U$1000 por ano e fazendo escavações subterrâneas sem equipamentos de segurança ou suprimentos de ar adicionais. Organizações de direitos dos animais alegam que a população regional de gorilas é afetada de duas maneiras – pela escassez de alimentos nas zonas de mineração e porque alguns são usados como carne para alimentar os mineiros. Acrescente a tudo isso a ONU, que diz que a maioria das partes envolvidas na mineração e na venda da columbita-tantalita também estão envolvidas na guerra civil local. Não é exatamente um cenário perfeito de preocupação com o meio-ambiente.


[Parte 2]
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